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Enfim algo para o que há muito tempo eu tenho lutado está para acontecer. Volto no próximo fim de semana para São Paulo, novo emprego, novas aventuras e desafios.
Nessas horas é muito chato ser taurino, já que estes são extremamente avessos às mudanças radicais. Apesar de saber que todo mundo está me apoiando, que meu novo trabalho será ótimo, estarei perto das pessoas que eu gosto, que eu amo, mesmo estando muito ansioso para tudo começar logo, uma tristeza enorme, grande mesmo, dessas que machucam pra valer e deixam o coração da gente pequenininho, apertadinho, doído... está instalada em minha alma.
Estou voltando pra muita gente querida, mas estou deixando outras tantas aqui no Rio. E é tão triste saber que as pessoas de quem a gente gosta muito, muito mesmo, estarão menos presentes na nossa vida.
Cheguei do trabalho a pouco. No carro estava certo que ao chegar em casa, faltando cinco dias para minha mudança, iria começar a arrumação, enrolar louças em jornais, guardar roupas em malas, desligar eletrônicos e eletrodomésticos... Não consegui fazer nada ainda. Ao invés disso, estou aqui desabafando e fazendo um esforço enorme para começar essa arrumação que representa um ritual de passagem da qual, como bom taurino que sou, estou evitando, adiando.
Queria tanto ter alguém aqui pra me ajudar. Não ajudar a empacotar e nem a carregar mobília. Precisava de uma voz que me confortasse e me dissesse, mesmo sem certeza alguma, que tudo vai dar certo e a tristeza que agora eu sinto é para poder ser duplamente feliz em minha nova vida.
As portas do guarda-roupa estão abertas, as gavetas também, esperando por mim. O jeito é respirar fundo, e tirar de mim mesmo as "promessas" de que tudo vai dar certo.